O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.
Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.
A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.
É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.
É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.
É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.
É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições.
Assistimos com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, não nos conformamos. Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção.
É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.

Apelamos, por tudo isto, aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade.

 

Promotores do Manifesto:

Ana Margarida Craveiro
Manuel Falcão
Vasco M. Barreto
Rui Tabarra e Castro
Henrique Raposo

Rodrigo Moita de Deus
Adolfo Mesquita Nunes
Luís Rainha
Laura Abreu Cravo
Manuel Castelo-Branco
Paulo Morais
Gabriel Silva
Tiago Mota Saraiva
Alexandre Borges
João Gonçalves
Rui Cerdeira Branco
João Miranda
Nuno Miguel Guedes
Fernando Moreira de Sá 
 João Távora

Vasco Campilho

Nuno Gouveia
Carlos Nunes Lopes
Sérgio H. Coimbra
Maria João Marques
Hélder Ferreira
Manuel Castro
Alexandre Homem Cristo
Henrique Burnay
Carlos Botelho
André Abrantes Amaral
Francisco Mendes da Silva

Paulo Marcelo
Carlos M. Fernandes
João Moreira Pinto
João Vacas
Jacinto Moniz Bettencourt
José Gomes André

Bruno Gonçalves
Afonso Azevedo Neves
Ricardo Francisco
Sofia Rocha
Miguel Noronha
Pedro Pestana Bastos
Raquel Vaz-Pinto
Manuel Pinheiro
Nuno Branco
Carlos do Carmo Carapinha

Sofia Bragança Buchholz
João Condeixa
Carlos Pinto
Luís Rocha

Pedro Picoito
Rodrigo Adão da Fonseca
Gisela Neves Carneiro
Nuno Pombo
Rui Carmo

 

Assine a petição TODOS PELA LIBERDADE

publicado por todospelaliberdade às 11:41 | link do post
Por razões profissionais não estarei presente fisicamente. Mas estarei em espírito.
Luis Melo a 8 de Fevereiro de 2010 às 15:36
Excelente iniciativa, mas com péssima calendarização...
não quero ser 'solucionado' a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:19
Notícia do i

http://www.ionline.pt/conteudo/45794-todos-pela-liberdade-com-concentracao-na-quinta-feira-no-parlamento
não quero ser 'solucionado' a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:20
Lamento que o meu país esteja assim. Pobre, como cadáver rodeado pelos abutres. Lamento ainda ser Português. Lamento, porque a culpa não reside nessa gente medíocre que gere o meu país. Reside em mim e vós que continuam a permitir tamanha vergonha. Lamento o caminho que fizemos até hoje, lamento não ser mais forte. Lamento novamente ser Português.

Espero um dia ainda, sentir orgulho por algo ter feito e conseguido para nós. Espero por vós para que possamos mudar este fado que é o nosso. Povo triste, sempre de nariz no chão. Triste fado, triste caminho, triste destino.


Agora que chegamos ao final de todos os lamentos, que possamos levar a responsabilidade e a justiça a todos aqueles que a merecem. Quanto mais não seja, como nossos antepassados recentes, levar a justiça até às ruas. Ou a rua até aos agressores.


Onde moras a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:15
Que palhaçada, só quem não lê os jornais todos os dias é que pode falar de falta de liberdade. Quando esta gente se aperceber que foi um peão, nas mãos dos grandes grupos económicos de direita e de meia dúzia de famílias de elite, já será tarde. Só quem é completamente louco ou ignorante é que se deixa levar nesta vergonha da dita asfixia democrática. Quanto aos manifestantes, se alguém estiver interessado em saber verdades que vá pesquisar o seu percurso.Chega de manifestações tolas e totalmente desprovidas de sentido. TENHAM VERGONHA NA CARA E VÃO MAS É TRABALHAR......
João Manuel a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:30
Não se agaste. Apesar das V. tentativas desesperadas já vão em mais 6000 assinaturas e isto em 48 horas. Muitas mais virão. Estamos fartos de vocês, os adoradores do menino de ouro. Todas as V. técnicas já não enganam.
José Ribeiro a 9 de Fevereiro de 2010 às 23:11
Uma manifestação de tamanha importância e seriedade, nunca, mas nunca deveria ser convocada para uma 5ª feira às 13h30! Muitas pessoas gostariam de participar, a nível nacional, e estariam dispostas a deslocar-se a Lisboa para o fazer. Mas dificilmente numa 5ª feira, à hora de almoço.

A iniciativa é de facto excelente, mas falha pela falta de visão na calendarização e um total alheamento da parte de quem a promove relativamente à realidade laboral e à dificuldade que as pessoas terão em deslocar-se a Lisboa nesse mesmo dia, a essa hora. Porque não marcar a manifestação para um sábado? Não é o objectivo da iniciativa conseguir a maior adesão possível por parte da população descontente?

Confesso a minha perplexidade, pois assim não vamos lá...
não quero ser 'solucionado' a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:36
Estes promotores não marcam a manifestação no Sábado, porque se calhar têm jogo de golfe agendado...
Ou pensam que os mentores desta iniciativa são operários fabris?
São mas é uns betinhos da direita, a soldo dos papás que lhes deram a dica...
Emanuel Teixeira a 8 de Fevereiro de 2010 às 18:46
Ou isso ou ao Sábado é fim-se-semana e não iam fazer nada à AR. Vá lá para o Largo do Rato, mas não espere que lhe paguem por esta vez. Correu mal...
Segundo consta, as manifestações que mais adesões tiveram em Portugal foram realizadas a um Sábado. Basta confirmar pela manifestação dos professores o ano passado. A manifestação pode ser realizada a um Sábado num local qualquer, não implica que seja frente à A.R., até porque sendo na 5ª ou no Sábado, os manifestantes não vão entrar na A.R.
Não vou estar no Largo do Rato porque não votei neles, mas perante estes ataques de baixo nível prevejo que os vão reforçar aos olhos da opinião pública instruída que não embarca em demagogias...
Emanuel Teixeira a 9 de Fevereiro de 2010 às 12:50
Fala o antigo Presidente do Conselho: PORTUGUESES, no "meu" tempo não havia nada disto, os que agora fazem petições eram todos a meu favor, agora pretendem
libertar quem já é livre, terei de voltar e restaurar a minha querida "PIDE/DGS"
para assim acabar de vez com todos os que são traidores à minha causa. Cautela se não se portarem bem EU VOLTAREI ............... e os farei recolher a Peniche.
Se calem pois, não esqueço como me amavam, enfim são tão tristes que terei definitivamente os esquecer.
António Oliveira Salazar a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:41
Que tal juntarem-se todos no congresso do PSD, escolherem um Vós a candidatar-se a Líder e assumirem de facto a liderança da oposição, em vez de utilizarem jornalistas para fazer o trabalho sujo.
Isso é que era.
JASPC a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:41
O nome do Manuel Falcão não aparece em primeiro por decoro? Ou por modéstia?
JASPC a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:43
Esta manifestação é um disparate pegado. Os blogs são, eles próprios, ícones da liberdade de expressão, mas os senhores, por birra ou conveniência política, sentem que a liberdade que pelos blogs vos é conferida não é suficiente, porque não vos dá o protagonismo de uma manif. Ridículo. Aliás, a nossa liberdade acaba quando começa a do vizinho, e muitos incógnitos cobardes, resguardados por blogues, dedicam-se ao enxovalho, ao vilipêndio e à devassa da vida privada, com exemplos claros com a divulgação de escutas que estariam em segredo de justiça, ou de vídeos mais ou menos montados. Chega a ser cómico que seja quem não está sujeito ao escrutínio que venha manifestar-se pela liberdade de expressão. Aliás, quanto dos subscritores saberão o que é a liberdade de expressão, se nunca, muito provavelmente, estiveram dela manietados? Shame on you. O país tem questões muito mais importantes para resolver. Muitos dos subscritores desta encenação limitam-se a debitar crítica e a apontar o dedo. Quantos apresentaram soluções?
Nuno Coelho a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:44
estas escutas não estão abrangidas pelo segredo de Justiça. Esse boato que vocês os adoradores do menino de ouro lançaram já não pega. O que vocês, os criados do menino de ouro não explicam é o conteúdo substancial dessas mesmas escutas. Para Vocês seguidores do menino de ouro, a verdade conta zilch. O que importa é o marketing e os sound bites. Mas isso não move as agências de rating nem dá pão aos portugueses. Dá pão e demais benesses (isso sim) ao inner group dos sacerdotes do V. culto
José Ribeiro a 9 de Fevereiro de 2010 às 23:19
Já é altura dos peticionários fazerem algo de construtivo, estão a mando do PPD/PSD - CDS/PP, da direita salazarista a tal ponto que o A.O. Salazar já envia comentários para os organizadores, não importa o dia, a hora pois vocês não passam de um bando de desocupados sem nada para fazer, vão trabalhar, nem merecem o nome de PORTUGUESES.
Zé Português a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:48
concordo!!!!!!!!!!!
não quero ser 'solucionado' a 8 de Fevereiro de 2010 às 18:28
Caro Zé Português,

Não lhe admito que me chame de desocupado, tenho um trabalho honesto e válido. Considero insultuosa a sua intransigência para com a expressão de opiniões diferentes da sua e é também por isso que penso que esta manifestação é necessária. Imagino que concordará que a melhor democracia é aquela que melhor acolhe opiniões diferentes. Cumprimentos.

Nuno Canha
Nuno Canha a 8 de Fevereiro de 2010 às 21:02
esta visto que voce tambem lida muito mal com as criticas!!!
va trabalhar homem e deixe-se de coisas parvas.
acha que ha censura em portugal??? se houvesse semelhante coisa acha que podia dizer as barbaridades que diz? acha que alguma dessas intrujices montadas por interesses aparecia nos jornais?!!

fico triste por ver o que pessoas como voce fazem a imagem do meu país.
Paulo a 9 de Fevereiro de 2010 às 11:20
Nao lido mal com as criticas, mas com o teor em como sao feitas. Aceito criticas se forem feitas de forma respeitosa e construtiva e por isso lhe repito que nao lhe admito a forma em como se me dirige. Se os seus comentarios a esta resposta forem novamente ofensivos serei obrigado a despresa-los.

Em relacao a liberdade dos media, sim acho que esta seriamente ameacada. A proposito, liberdade nao significa permitir-se a ser rude e paternalista.

Os melhores cumprimentos,

Nuno Canha
Nuno Canha a 9 de Fevereiro de 2010 às 13:18
Boa tarde.
Parece que pegou moda fazer manifestações por tudo e por nada.
Se julgam que esta manifestação vai ajudar o país, enganam-se pois só vai fazer com que exista mais pseudo-jornalistas a fazerem críticas destrutivas e de forma insultuosa, caso da Sra. Manuela Moura Guedes, Sr. Mário Crespo entre outros.
Vocês próprios estão a querer monopolizar a liberdade de imprensa, pois querem ver, ler e ouvir só o que critica e denigra a imagem do actual governo.
Eu não sou apoiante do Sr. José Sócrates e até estou em total desacordo com bastantes medidas implementadas por ele e o seu governo, também não sou advogado nem nada que se pareça, sou um simples cidadão que está um pouco farto que se discutam banalidades numa época em que temos que estar unidos para poder combater a possível queda do nosso país, o nosso país qualquer dia está à venda, e nós preocupamos-nos é com "fofoquices".
Lutemos pela liberdade, não a de expressão mas sim do nosso país face às organizações onde está inserido e que ajuda mais a afundar-nos.

Com os mais respeitosos cumprimentos,

Álvaro Cláudio
Quiosque Virtual a 10 de Fevereiro de 2010 às 13:48

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